Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.
Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a mesma... Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.
Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar...Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto
Fácil é ditar regras e,
Difícil é segui-las...
Carlos Drumond de Andrade
"Amar o perdido deixa confundido este coração.
Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não.
As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão.
Mas as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão." Por Ser Intangível...
Morrerei de Amor Porque Te Quero...
Carlos Drumond de Andrade
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade". Eu me interesso...e digo: Te Amo !!!!!!!!!!!!
Carlos Drumond de Andrade
Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Este poema de Bandeira me mostrou um forte apelo à seca devasta do nordeste e do mundo,lembrei-me de vidas secas de Graciliano Ramos cuja obra narra a vida de uma família de retirantes(sertanejos)que se encontram perdidos em um mundo onde não há espaço para todos,inclusive para eles mesmos.
A obra de Graciliano Ramos trata-se de uma família com linguagem literalmente monossílabica.O diálogo entre eles é tão "amplo" quanto o de seus animais de estimação, - resumidos a grunhidos e expressões corporais,vivendo à beira de desigualdades e repressões políticas-sociais,a família segue seu caminho com uma força bruta,voraz e impressionante de um bicho homem que luta e acredita em forças superiores que irá sim transformar não só suas vidas,mas também a natureza.